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As FE permitem ao indivíduo interagir com o mundo de forma mais adaptativa

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

O desenvolvimento das FE inicia-se no primeiro ano de vida e se intensifica entre 6 e 8 anos de idade, continuando até o final da adolescência e início da idade adulta. Trabalhar as funções executivas (FE) de forma prática — como por meio de jogos, organização da rotina e atividades físicas — é crucial para o desenvolvimento acadêmico, pois melhora habilidades como a autorregulação, o planejamento e o foco.

Para avaliar o progresso, é recomendável observar indicadores baseados na tríade clássica das funções executivas e na sua aplicação no contexto escolar e comportamental.


Indicadores de Memória de Trabalho (capacidade de manter e manipular informações.

Seguimento de Instruções: Capacidade de lembrar e seguir instruções com múltiplas etapas (ex: "abra o livro, leia a página 10 e responda à questão 2").

Retenção de Informações: Habilidade de manter números, palavras ou regras na mente durante a resolução de um problema matemático ou leitura.

Finalização de Tarefas: Capacidade de manter o foco no objetivo até concluir a atividade sem esquecer o que estava fazendo.


Indicadores de Controle Inibitório (autorregulação e foco) - Gestão de Impulsos: Diminuição de comportamentos impulsivos, como responder antes de ouvir a pergunta ou interromper o professor.

Manutenção da Atenção: Capacidade de focar na tarefa, ignorando distrações ambientais ou pensamentos irrelevantes .Autorregulação Emocional: Capacidade de lidar com a frustração quando uma tarefa é difícil ou quando erram, mantendo a calma para tentar novamente.


Indicadores de Flexibilidade Cognitiva (adaptação e resolução de problemas);

Adaptação a Mudanças: Habilidade de mudar de estratégia quando a primeira tentativa não funciona (resolução de problemas). Alternância de Tarefas: Facilidade em mudar de um tipo de atividade para outro (ex: passar da matemática para a escrita) sem perder o ritmo. Pensamento Criativo: Capacidade de encontrar soluções alternativas para conflitos sociais ou acadêmicos.

Indicadores Comportamentais e Acadêmicos (Práticos) Organização: Habilidade de manter materiais organizados e gerir o tempo para entregar tarefas no prazo. Planejamento: Capacidade de quebrar uma tarefa grande (um projeto) em etapas menores e sequenciais. Iniciação de Tarefa: Diminuição da procrastinação; o aluno começa as tarefas de forma mais autônoma.


Ferramentas de Avaliação Prática

  • Observação Direta: Checklists comportamentais em sala de aula (observar o aluno em situações de alta e baixa estruturação).

  • Relatórios (Escalas/Questionários): Uso de escalas como o BRIEF-P (Inventário de Avaliação Comportamental de Função Executiva) para pais e professores.

  • Jogos com Regras: Avaliar o desempenho em jogos que exigem turnos, planejamento e flexibilidade. Monitorar esses indicadores ajuda a identificar áreas de deficiência específica e direcionar intervenções, impactando diretamente o desempenho em áreas como leitura e matemática.

    O córtex pré-frontal é o responsável pela avaliação do sucesso ou fracasso das ações dirigidas a objetivos estabelecidos. O córtex pré-frontal é excepcionalmente bem conectado a outras estruturas cerebrais (corticais e subcorticais), e suas três regiões são mutuamente conectadas entre si, e com os núcleos anterior e dorsal do tálamo. As regiões medial e orbital, adicionalmente, são conectadas ao hipotálamo e outras estruturas límbicas, sendo que algumas dessas ligações são indiretas, ocorrendo por intermédio do tálamo. A região lateral envia conexões aos núcleos da base (estriado), além de ser profusamente conectada às regiões de associação dos córtices occipital, temporal e parietal.

    O papel funcional preciso das conexões do córtex pré-frontal não é totalmente conhecido, mas pode ser inferido a partir do papel funcional das estruturas às quais ele se liga. Por exemplo: as conexões pré-frontal / áreas límbicas estão envolvidas no controle do comportamento emocional, ao passo que as ligações pré-frontal / estriado estão envolvidas na coordenação e no planejamento do comportamento motor.

    www.saberethos.com.br Especialista da cognição
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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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