O seu sistema de recompensa
- Silvana Pozzobon
- 4 de mai.
- 2 min de leitura
Empresário de 43 anos que buscava algo mais profundo: Ele queria, de fato, entender o piloto. Com um histórico acadêmico brilhante e um DNA marcado por Altas Habilidades, onde estaria a demanda?
Ele se encontra na fase adulta intermediária, vivenciando o que ciência chama de estágio executivo. O cerne deste perfil reside na forma como o seu sistema de recompensa foi moldado. Com redes neurais especializadas e bem estruturadas, torna-se quase impossível capturar déficits executivos no contexto prático do trabalho. Mas seria isso uma evidência de autorregulação? Nem sempre.
Este perfil ultra explorador no âmbito profissional frequentemente ultrapassa os limiares saudáveis para sustentar seu protagonismo. O resultado? Uma perda gradual da percepção geral, impactando a gestão do tempo, a delegação, a comunicação efetiva e a alternância entre padronização e flexibilidade.
O próprio funcionamento produz a crise que irá solucionar.
É recompensador vencer dentro da autossabotagem? O cérebro entende que SIM e o comportamento se repete. Mas isso é disfuncional. Isso retrata com precisão o arquétipo do "explorador" profissional que se torna disfuncional, frequentemente associado a comportamentos workaholic. Essa busca incessante por protagonismo e superação de limites cria uma "autossabotagem recompensada", onde o cérebro entende que o estresse e a crise gerados são necessários para o sucesso
Ao cruzarmos esse funcionamento com a Matriz de Estresse notamos o desequilíbrio: uma carga estressante massiva na dimensão profissional, enquanto o suporte familiar recebe uma atenção secundária.
Explorar sem estratégia perceptiva não é funcional. Perde-se a consciência, a priorização e o equilíbrio.
Quantos líderes vivem hoje nesse ciclo, acreditando que “correr mais rápido” e se “entupir” de afazeres é a única saída?
Quantos pais colocam em risco sua saúde mental e o futuro emocional de seus filhos por PERCEBEREM TARDIAMENTE suas reais necessidades?
A viagem de todos os tripulantes só será segura quando o piloto assumir o controle consciente do manche.
O epicentro da mudança não é o avião. É o piloto.



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