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Críticas constantes na infância deixam marcas invisíveis no cérebro

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 17 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

A infância é um período em que o cérebro ainda está em formação, e o ambiente emocional tem um impacto profundo nesse processo. Pesquisas mostram que crianças expostas a críticas constantes, humilhações ou reprovação frequente podem desenvolver um sistema de resposta ao estresse hiperativo.


Isso acontece porque o cérebro infantil aprende a interpretar o ambiente como ameaçador. Regiões ligadas à sobrevivência, como a amígdala, tornam-se mais sensíveis, mantendo o corpo em estado de alerta contínuo. Mesmo quando o perigo já passou, o organismo continua reagindo como se estivesse em risco, o chamado modo de luta ou fuga.


Estudos sobre estresse tóxico na infância demonstram que essa ativação prolongada pode alterar o funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), responsável pela liberação do cortisol. Com o tempo, isso pode afetar memória, regulação emocional, atenção e saúde mental na vida adulta.


Uma pesquisa publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que experiências adversas na infância estão associadas a mudanças mensuráveis na estrutura e na reatividade do cérebro, reforçando que o impacto não é apenas emocional, mas biológico.


A boa notícia é que o cérebro mantém plasticidade ao longo da vida. Ambientes seguros, relações de apoio, acolhimento emocional e intervenções adequadas podem ajudar a reorganizar esses circuitos e restaurar o equilíbrio do sistema nervoso.


FONTE:

DOI: 10.1073/pnas.1015730108


 
 
 

Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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