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De onde vem a desatenção?.

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 20 de abr.
  • 3 min de leitura

A desatenção é um dos sinais mais frequentes aqui na clínica Saberethos.

Mas também é um dos mais mal interpretados. Porque o problema não está em identificar a desatenção.

Está em entender de onde ela vem.


Do ponto de vista neuropsicopedagógico, pelo menos três possibilidades precisam ser consideradas:


1. Desatenção de base neurológica

Quando há prejuízo nos mecanismos de controle atencional (especialmente atenção sustentada, seletiva e controle inibitório).

Aqui, a dificuldade tende a ser consistente, pouco dependente do contexto e com impacto mais difuso.


2. Desatenção contextual

Quando o desempenho atencional varia conforme a demanda da tarefa, o nível de interesse e o significado atribuído.

Nesses casos, a atenção melhora significativamente com desafio, novidade ou engajamento.


3. Perfis de alta habilidade

Onde a desatenção aparente pode refletir uma inadequação entre a complexidade da tarefa e o potencial cognitivo da criança.

O foco aparece, mas de forma seletiva e direcionada.


E é na dupla excepcionalidade que tudo isso se torna ainda mais complexo.

Porque você pode ter, ao mesmo tempo:

• alto potencial cognitivo

• + dificuldades reais em funções executivas


Por isso, o ponto central da avaliação não é:

“essa criança é desatenta?” Mas sim: quando essa desatenção aparece, em quais condições, e com qual impacto funcional.


Quando essa diferenciação não é feita, o risco é claro:

• diagnósticos imprecisos

• intervenções desalinhadas

• potencial negligenciado


Esse é o tipo de raciocínio clínico que exige mais do que aplicação de testes.

Exige integração, análise funcional e leitura do padrão de resposta.


A falta de concentração pode estar relacionada a diferentes fatores, que nem sempre indicam condições graves. Fatores como TDAH e transtornos de aprendizagem, como a dislexia, podem afetar diretamente a atenção e o desempenho escolar.


No entanto, questões do dia a dia também têm grande influência. Sono inadequado, alimentação pobre em nutrientes e fatores emocionais, como ansiedade ou mudanças na rotina familiar, podem provocar distração e dificuldade em manter o foco.


Entender a origem da dificuldade de concentração é essencial para oferecer o suporte adequado à criança.


A importância da avaliação multidisciplinar: psicologia, Neuropsicopedagogia, neurologia.

Para compreender corretamente a dificuldade de concentração em crianças, é fundamental contar com uma avaliação multidisciplinar. Isso significa envolver diferentes especialistas para analisar o caso de forma completa.


Psicólogos, neuropsicopedagogos e neurologistas têm papéis complementares nesse processo.


O psicólogo avalia fatores emocionais e comportamentais, o neuropsicopedagogo analisa o desempenho e processos escolar e as habilidades de aprendizagem, enquanto o neurologista investiga possíveis causas neurológicas, como TDAH ou outros transtornos de aprendizagem.


Essa abordagem integrada permite identificar a origem da dificuldade de concentração com mais precisão e construir um plano de intervenção personalizado, aumentando as chances de sucesso no desenvolvimento da criança.


Como a família pode ajudar em casa: rotina, estímulo, ambiente adequado para estudo.

A participação da família é essencial no enfrentamento da dificuldade de concentração. Com pequenas mudanças no dia a dia, os pais podem oferecer um ambiente mais favorável ao foco e ao aprendizado.


Algumas dicas práticas incluem:


Estabelecer uma rotina diária, com horários definidos para estudo, alimentação e sono;

Criar um ambiente tranquilo e organizado para os estudos, longe de distrações como televisão ou aparelhos eletrônicos;

Incentivar pausas curtas e programadas, ajudando a criança a manter o foco por mais tempo;

Utilizar reforço positivo, elogiando o esforço e a dedicação da criança, mesmo diante de pequenas conquistas.

Essas atitudes reforçam a segurança emocional e criam condições para que a criança desenvolva habilidades de atenção. O apoio familiar é um dos pilares mais importantes no enfrentamento da dificuldade de concentração.


Quando procurar ajuda profissional na Saberethos:

Se os sinais de dificuldade de concentração persistirem por várias semanas, causarem impacto significativo no desempenho escolar ou nas relações sociais da criança, é hora de buscar ajuda profissional.


Também é importante procurar avaliação especializada sempre que houver dúvidas sobre possíveis transtornos, como TDAH, dislexia ou ansiedade infantil.


Na Saberethos, contamos com uma equipe multidisciplinar especializada em reabilitação infantil, preparada para identificar as causas da dificuldade de concentração e oferecer um plano de intervenção individualizado.


Psicólogos, neuropsicopedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e neurologistas trabalham juntos para garantir o melhor suporte à criança e à família.


Não hesite em buscar orientação. Quanto mais cedo a intervenção, maiores são as chances de promover um desenvolvimento saudável e uma trajetória escolar mais equilibrada.


 
 
 

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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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