NEUROPLASTICIDADE: REORGANIZAÇÃO SINÁPTICA E MODULAÇÃO FUNCIONAL DO CÉREBRO
- Silvana Pozzobon
- 9 de abr.
- 1 min de leitura
BASE BIOLÓGICA
O cérebro se reorganiza por meio de:
• Plasticidade sináptica: fortalecimento ou enfraquecimento das conexões neuronais
Sinapse: junção funcional entre neurônios;
• Potenciação de Longo Prazo (LTP)
aumento duradouro da eficiência sináptica após estímulo repetido;
• Depressão de Longo Prazo (LTD) redução da força sináptica quando há menor ativação;
Esses mecanismos são a base do aprendizado e da memória.
NEUROTRANSMISSÃO E ADAPTAÇÃO
Mudanças comportamentais envolvem modulação de neurotransmissores como:
• Glutamato: excitatório, essencial para LTP
• GABA: inibitório, regula estabilidade neural
• Dopamina: recompensa e motivação
Neurotransmissores: substâncias químicas que transmitem sinais entre neurônios.
REMODELAÇÃO ESTRUTURAL
A prática repetida leva a:
crescimento de dendritos
formação de novas sinapses (sinaptogênese)
reorganização de circuitos neurais
Sinaptogênese: criação de novas conexões entre neurônios.
PLASTICIDADE NÃO É ILIMITADA
Ela depende de fatores como:
• Idade
• Intensidade do estímulo
• Frequência da prática
• Estado emocional
Circuitos pouco utilizados sofrem poda sináptica
eliminação de conexões ineficientes
Poda sináptica: processo fisiológico de refinamento neural.
APLICAÇÃO CLÍNICA
A neuroplasticidade fundamenta:
• Reabilitação neurológica
• Tratamento de transtornos psiquiátricos
• Aprendizagem e mudança comportamental
SÍNTESE CIENTÍFICA
O cérebro não muda por “pensar diferente”,
mas por ativar, repetir e consolidar circuitos neurais específicos.




Comentários