O que é necessário na prática interventiva do TDAH para ter qualidade no tempo das intervenções?
- Silvana Pozzobon
- 12 de abr.
- 3 min de leitura
O sucesso da intervenção no TDAH não é medido pela intensidade, mas pela consistência na aplicação de estratégias que criam previsibilidade e treinam o funcionamento executivo.
De acordo como DSM-5 (2014), o TDAH pode ser classificado em três subtipos: um que se destaca pela desatenção, outro pela hiperatividade-impulsividade e um terceiro que combina ambas as características.
Esse transtorno é um dos mais frequentes entre crianças e se manifesta através de sintomas como atividade motora excessiva, falta de atenção, impaciência, impulsividade, dificuldade em manter o foco por longos períodos, problemas relacionados à rejeição, incertezas sobre sua capacidade intelectual, autoestima baixa e diversas experiências negativas. Essas condições podem ser atenuadas por meio de intervenções destinadas a melhorara da qualidade de vida das crianças que recebem esse diagnóstico.(RIBEIRO,2016). Crianças diagnosticadas com TDAH necessitam de suporte para o aprimoramento de suas habilidades, evidenciando mudanças em seu comportamento, para que possam gerenciar suas emoções que afetam a interação social e a aprendizagem. Crianças com TDAH costumam ser identificadas durante a fase escolar, geralmente por meio da observação de seu comportamento e emoções, entre outros aspectos manifestados no ambiente da sala de aula. Isso as distingue dos outros alunos e destaca a importância de informar suas famílias, permitindo que sejam tomadas as medidas necessárias para buscar tratamento adequado com a assistência de especialistas. Esses profissionais, trabalhando em parceria com a escola e a família, podem criar um ambiente propício ao desenvolvimento das crianças em suas etapas de crescimento.(OLIVEIRA, 2017) .
Rotinas Previsíveis: Crianças e adultos com TDAH funcionam melhor com rotinas estruturadas que diminuem a ansiedade e a necessidade de decisões rápidas, liberando carga mental.
Organização e Gestão de Tempo: Implementar uso de agendas, lembretes, alarmes e cronogramas visuais para gerenciar compromissos.
Ambiente com Baixo Estímulo: Reduzir distrações (desorganização, barulho) no local de estudo ou trabalho para manter o foco.(Foco na Ação)
Quebra de Tarefas (Análise de Tarefas): Dividir projetos grandes ou complexos em "mini-tarefas" menores e gerenciáveis. Isso reduz a procrastinação e a paralisia por sobrecarga.
Técnicas de Gestão de Tempo: Utilizar métodos como a Técnica Pomodoro (intervalos curtos de trabalho seguidos de pausas) para manter a atenção e evitar fadiga mental.
Reforço Positivo: Gratificar comportamentos desejáveis imediatamente (reforço positivo) é mais eficaz do que punições para comportamentos indesejados, especialmente em crianças.
Educação de Pais/Treinamento Parental: Capacitar os responsáveis com estratégias para lidar com o comportamento da criança em casa. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A TCC adaptada para TDAH é um dos métodos mais eficazes, focando em habilidades de planejamento, organização, regulação emocional e resolução de problemas.
Intervenção Precoce: Iniciar o acompanhamento cedo para minimizar prejuízos funcionais e escolares a longo prazo.
Adequações Escolares: Na escola, é necessário dar mais tempo para tarefas, permitir intervalos, e sentar o aluno longe de distrações. Personalização da Intervenção: Não utilizar uma abordagem única. O plano deve ser baseado nas necessidades específicas, idade, história de vida e comorbidades de cada paciente.
Abordagem Multidisciplinar: A intervenção geralmente envolve médicos (psiquiatra, neurologista), psicólogos, neuropsicopedagogos( processos de aprendizagem) e educadores para um tratamento completo.
Educação sobre o TDAH (Psicoeducação): Ajudar o indivíduo a entender sua condição, aceitá-la e aprender a conviver com ela, o que melhora a autoestima e a motivação para o tratamento. Benefícios da intervenção precoce
Quando realizada de forma adequada, a intervenção precoce pode contribuir para: maior desenvolvimento da autonomia; fortalecimento das funções executivas; melhora das habilidades sociais; redução de dificuldades acadêmicas; apoio ao desempenho escolar ao longo da alfabetização.




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