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Papel dos Hemisférios do Cérebro

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 13 de abr.
  • 3 min de leitura

O neonato(recém nascido) possui todas as células nervosas que irá ter ao longo da sua vida e, com uma possível exceção para os olhos, o sistema nervoso já é mais desenvolvido do que qualquer outro sistema do corpo, muito embora a sua especialização hemisférica só venha a ser facilmente identificável entre os cinco e dez anos de idade, paralela à consolidação do processo da lateralização.

Essa especialização permite a criança desenvolver o sentido de direcionalidade, temporalidade, ritmicidade e lateralidade, período em se torna claro o aperfeiçoamento da coordenação motora e da percepção do corpo no espaço e no tempo.

Numa primeira vista os hemisférios parecem imagens de espelho (idênticos). Porém, a ciência vem comprovando desde 1968 com eficácia através de exames de positron emission tomography (PET), imagem de ressonância magnética funcional (fMRI), eletroencefalografia (EEG) e fluxo sanguíneo cerebral regional (rCBF), a existência de assimetrias anatômicas, neuroquímicas e funcionais , designando assim as especializações hemisféricas.

Diferenças anatômicas - As diferenças anatômicas entre os hemisférios são: O lobo frontal direito tende a se estender mais adiante próximo ao crânio e é mais largo do que o lobo frontal esquerdo. O lobo occipital esquerdo estende mais para trás, próximo ao crânio e é mais largo do que o lobo occipital direito (Galabard, Lê May, Kemper, e Geschwind, 1978).

Na maioria dos indivíduos, a fissura de Sylvian estende-se mais na horizontal no hemisfério esquerdo, e mais para cima no hemisfério direito (Hochgerg & Lê May, 1975), onde no hemisfério esquerdo, no plano temporal localiza-se a área clássica da fala, e a área de Werneck (compreensão da linguagem).

Estas diferenças se tornam importante quando associadas às funções de cada hemisfério.

Por exemplo, o plano temporal esquerdo tem uma importante área para a compreensão da linguagem a qual, através da fMRI, foi determinada como sendo uma área de lateralização para a linguagem (Foundas et. Al.,1994).

Outra área diferente entre os hemisférios é a porção opercular frontal que está localizada no hemisfério esquerdo, conhecida por área de Broca e responsável pela fala (área de Brodmann).

Uma outra região associada à fala é a área de Brodmann (temporo-parietal), a qual se apresenta mais larga no hemisfério esquerdo que no direito, sendo este hemisfério responsável pela leitura..

A região parietal dorsal é mais larga no direito que no esquerdo, é responsável pela percepção e processamento espacial, e pela organização do esquema corporal (Eidelberg & Galarbuda, 1984).

As diferenças neuroquímica entre os hemisférios se dão pela diferença de concentração de neurotransmissores. Por exemplo, grande concentração de norepinefrina é encontrada mais no tálamo direito que no esquerdo. O globo pálido esquerdo tem mais concentração de dopamina que o direito. A dopamina e norepinefrina têm diferentes efeitos no comportamento humano, estes achados levaram a hipótese de que o processo mental é mais dependente da dopamina, tanto quanto as atividades que requerem prontidão de ação, e estão localizadas no hemisfério esquerdo.

Em contraste com os processamentos da norepinefrina, tal como aqueles que ajudam a pessoa na orientação espacial em resposta a percepção de um novo estimulo, estão localizados no hemisfério direito ( D.Tucker & Willian, 1984).


O mais importante para a especialização dos hemisférios é: os diferentes processamentos das funções atribuídas a cada hemisfério.

Paul Broca (1860), através de trabalhos e biópsias verificou que o processamento da linguagem se dava no hemisfério esquerdo.

Broca tratou também da relação entre o uso da mão e a fala e atribuiu a superioridade inata do hemisfério esquerdo nos destro.

Criou-se então a “lei de Broca”, de que o hemisfério controlador da fala se encontra no lado oposto à mão predominante.

A comunidade científica, pegou em parte as ideias de Broca, porque o ponto alto em discursão no século XIX era a relação entre a anatomia do cérebro e a função mental.


Broca tinha estudado e relatado um caso em que o individuo só conseguia expressar uma sílaba “tan” porém obedecia a simples comandos verbais.

Seu problema era específico para a fala, e ele não apresentava nenhuma paralisia que envolvesse a musculatura inerente à fala.

Mais tarde quando foi feita biópsia do mesmo, Broca detectou uma lesão numa área especifica do hemisfério esquerdo.

Quando foram realizadas, outras biópsias em outros cérebros detectou que a mesma lesão estava presente em indivíduos que apresentavam o mesmo distúrbio da fala.

Ele notificou que a lesão era sempre na mesma região e o mais importante é que estava sempre localizada no hemisfério esquerdo.

Além do mais indivíduos que apresentavam lesão na área análoga do hemisfério direito não apresentavam dificuldades na fala.


A dominância hemisférica, onde um dos hemisférios é dominante ou que aprende as funções mentais (linguagem); o hemisfério esquerdo era visto como hemisfério dominante.

O que prevalecia sobre o hemisfério direito, era que, ele só era importante para receber informações sensoriais do domínio

esquerdo, provenientes do meio; e para dar o controle motor aos movimentos do lado esquerdo do corpo.

 
 
 

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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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