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Quando uma criança não aprende, de quem é a responsabilidade?

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Janela de oportunidade não é prazo de validade!

Quando uma criança não aprende, de quem é a responsabilidade?


Nas Neurociências, sabemos que o cérebro humano passa por janelas de oportunidade: períodos do desenvolvimento em que determinadas aprendizagens ocorrem com maior facilidade devido à maior sensibilidade neural. Isso é especialmente evidente em áreas como linguagem, funções cognitivas e habilidades socioemocionais.


No entanto, é fundamental compreender que janela de oportunidade não significa prazo de validade. Quando uma criança não aprende em determinado momento, isso não indica incapacidade, fracasso ou que “já passou da idade”. A neuroplasticidade permanece ao longo da vida, ainda que, em alguns casos, sejam necessárias mais tempo, estratégias específicas e maior suporte.


Diante das dificuldades de aprendizagem, a pergunta mais produtiva não é “de quem é a culpa?”, mas o que pode estar faltando nesse percurso. A aprendizagem é um processo relacional e contextual, que depende da interação entre múltiplos fatores.


A escola tem papel central ao identificar sinais precoces, ajustar estratégias pedagógicas, respeitar o ritmo cognitivo e promover um ambiente emocionalmente seguro. A família, por sua vez, sustenta o processo ao oferecer rotina, previsibilidade, estímulo à linguagem, observação do desenvolvimento e acolhimento das dificuldades sem rotulações.


Quando escola e família atuam de forma complementar e dialógica, a aprendizagem se fortalece. O foco deixa de ser a responsabilização individual e passa a ser a intervenção adequada, no tempo possível, com base em evidências e cuidado.

A pergunta mais importante não é quem falhou,

mas como podemos intervir melhor agora.

Referências científicas - Kolb, B., & Gibb, R. (2011). Brain plasticity and behaviour in the developing brain.


Hensch, T. K. (2005). Critical period plasticity in local cortical circuits.


Johnson, M. H. (2011). Interactive specialization: A domain-general framework for human functional brain development.


 
 
 

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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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