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Quando você entende a causa, a intervenção muda completamente.

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura

Compreender a causa raiz de um comportamento ou problema transforma a intervenção, substituindo a correção automática pela análise funcional. Ao focar na origem (causa) e não apenas no comportamento visível (efeito), a abordagem clínica ou educativa torna-se mais precisa, ética e eficaz.

Você já percebeu aquela criança que tenta… mas esquece? Que começa uma tarefa e, no meio do caminho, se perde… e depois evita?


Foi com muita prática clínica que eu aprendi algo que mudou completamente a minha forma de olhar a aprendizagem. Nem toda criança que não aprende… tem falta dede esforço. No início, parece só comportamento: desatenção, desorganização, falta de interesse. Mas isso é só a superfície. Por trás disso, pode existir dificuldade na estimulação, falhas na organização cognitiva, um esforço mental que o cérebro tenta evitar.

Essa descrição reflete com precisão o que está por trás de transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), indo muito além da superfície comportamental.

Superfície (Comportamento): Desatenção, desorganização, esquecimentos, agitação ou falta de motivação.

Profundidade (Causa Cognitiva): Dificuldade de estimulação (necessidade de alta dopamina), falhas na organização cognitiva e um esforço mental exaustivo para realizar tarefas simples.

Impacto Real: Esse esforço cognitivo elevado muitas vezes gera frustração e esquiva, sendo frequentemente mal interpretado como preguiça ou falta de esforço, quando na verdade é uma falha na regulação da atenção. A intervenção precoce e baseada em evidências científicas é crucial, pois quando se entende a causa neurobiológica, a abordagem neuropsicopedagógica ou terapêutica muda, deixando de ser apenas punitiva para se tornar um suporte efetivo

O que parece desinteresse é, muitas vezes, uma disfunção nas funções executivas, onde o cérebro tem dificuldade real em regular a atenção, organizar informações e iniciar tarefa. E foi aqui que tudo começou a ganhar uma dimensão neurocientífica que realmente me fez refletir, não é sobre apenas observar. É sobre saber avaliar.

Você tem clareza de como atuar com base em evidências científicas dentro da neuropsicopedagogia? Porque quando você entende a causa, a intervenção muda completamente.


 
 
 

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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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