Rolagem Infinita
- Silvana Pozzobon
- 7 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Você pega o celular para ver “só uma coisinha” e, quando percebe, se passaram 40 minutos rolando o feed sem parar?
Esse comportamento tem nome, “dopamine scrolling”, e foi cuidadosamente projetado para prender sua atenção.
A Neurociência explica como seu cérebro é fisgado.
Cada vez que você rola a tela e vê um novo vídeo engraçado, uma foto bonita ou uma notícia interessante, seu cérebro recebe uma pequena dose de dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer e à recompensa. O problema é que essa recompensa é imprevisível. Você não sabe o que virá a seguir, e essa incerteza cria um ciclo viciante, similar ao de uma máquina de caça-níqueis.
Esse design, conhecido como “rolagem infinita”, elimina qualquer ponto de parada que poderia te fazer refletir se deve ou não continuar. Um estudo de 2025 publicado no Public Health Challenges (Sharpe et al.) classifica o “dopamine-scrolling” como um desafio para a saúde pública. O excesso de estímulos pode levar à exaustão mental, dificuldade de concentração e até sintomas de ansiedade e depressão. A consciência é o primeiro passo. Tente estabelecer limites de tempo, desativar notificações e, principalmente, encontrar outras fontes de prazer e recompensa fora das telas.





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