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Sem autonomia, não existe autocontrole real.

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 11 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Autocontrole, uma palavra que repetimos como se fosse simples…

mas que esconde um peso enorme. E nesse artigo trago minha experiência profissional para relatar um caso de super proteção de uma mãe e embasamento científico de Edward Deci. A mãe, muito preocupada com o filho na jornada da aprendizagem sufocava a criança com excessos de estímulos, atividades, brinquedos e até socializações por acreditar que ia ajudar no desenvolvimento e também a contribuir para diminuição da timidez, nessa jornada desesperada, sem um planejamento e sem uma sistematização dos processos ela acabou contribuindo para a disfuncionalidade da autonomia da criança.

Como pedir “controle” para alguém vivendo em um mundo que perdeu o próprio controle?

Um mundo que empurra para o excesso: de estímulos, de consumo, de velocidade, de cobrança, e depois culpa o indivíduo por não conseguir resistir.

Edward Deci nos lembra: Onde há controle externo, a autonomia morre.

E sem autonomia, não existe autocontrole real. Reforços, punições, medalhas, castigos…

Tudo isso pode até gerar obediência.

Mas não promove regulação, não constrói sentido, não sustenta escolhas ao longo do tempo. O que chamamos de “falta de autocontrole” muitas vezes é falta de apoio, falta de segurança emocional, falta de estrutura, falta de um ambiente que não esteja o tempo todo empurrando as pessoas para o colapso.

Autocontrole não nasce da força.

Nasce da autonomia, do sentido, do vínculo e da possibilidade real de escolha.


Talvez a pergunta não seja: “Por que essa pessoa não tem autocontrole?”

Talvez a pergunta seja:

“Como alguém conseguiria se regular em um mundo que não se regula?”


Se essa reflexão te atravessou, venha para o Espaço Clínico da Saberethos para uma avaliação do perfil cognitivo. Uma investigação dos processos de aprendizagem, a avaliação é clinica, composta por entrevista, testes padronizados e muita experiência prática. Dessa forma a intervenção fica bem mais eficaz..


 
 
 

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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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