Sobrecarga sensorial
- Silvana Pozzobon
- 3 de mar.
- 1 min de leitura
O que você chama de ‘birra’, a ciência chama de sobrecarga sensorial.
Para uma criança autista, o calor não é apenas um incômodo climático; é um invasor fisiológico.
Enquanto o sistema nervoso neurotípico regula a temperatura de forma eficiente, no autismo, a interocepção (nossa percepção interna) pode falhar.
O resultado?
Uma escalada rápida de cortisol, irritabilidade e exaustão física que culmina em crises.
Não é falta de educação, é um corpo em modo de sobrevivência tentando processar estímulos que ele não consegue filtrar.
Como ajudar em dias de altas temperaturas?
• Priorize o conforto tátil: Roupas de algodão, sem etiquetas ou costuras grossas.
• Regulação térmica ativa: Banhos frescos e hidratação constante (mesmo que a criança não peça).
• Validação em vez de punição: Se o comportamento mudou com o termômetro, mude sua abordagem.
O acolhimento é o melhor resfriador social.
Entender a biologia por trás do comportamento é o primeiro passo para a verdadeira inclusão.




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