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"Uma coisa não exclui a outra e esse é um dos maiores aprendizados que a Educação precisa entregar ao mundo."

  • Foto do escritor: Silvana Pozzobon
    Silvana Pozzobon
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura


Desde cedo, crianças e adolescentes aprendem que emoções vêm em pares opostos: ou você é forte, ou é vulnerável; ou é feliz, ou está triste; ou ama, ou se afasta. Essa lógica binária empobrece a experiência humana e não ajuda no desenvolvimento das Funções Executivas.

A Neurociência desmonta esse mito: o cérebro opera em sistemas múltiplos, simultâneos e, muitas vezes, contraditórios. Podemos avançar e temer. Podemos cuidar e precisar de cuidado. Podemos ser competentes e, ainda assim, cometer erros. Isso não é fraqueza é disfunção executiva.


Não é defeito, é condição. Quando não compreendemos isso, cobramos de nós mesmos uma coerência impossível e pressionamos crianças, estudantes, parceiros, colegas e profissionais a caberem em caixas emocionais estreitas.


É justamente por isso que a Gestão Emocional não pode ser um “luxo adulto”: precisa nascer na escola.

Uma escola madura ensina que: amar alguém não impede colocar limites; Ser feliz não elimina dias difíceis; Ser competente não garante infalibilidade; Buscar o outro não exclui precisar de solitude; Viver o presente pode coexistir com metas e foco no futuro.


Quando estudantes entendem isso, desenvolvem flexibilidade emocional, um dos maiores preditores de saúde mental, aprendizagem sustentável e relacionamentos sólidos.


No mundo profissional, essa compreensão evita líderes rígidos, equipes ansiosas e colaboradores que confundem autocobrança com produtividade. No mundo pessoal, fortalece vínculos mais saudáveis, menos idealizados e mais reais.


No fundo, reconhecer que “uma coisa não exclui a outra” é dar ao cérebro e ao coração a permissão que eles sempre precisaram: ser complexos sem culpa, humanos sem perfeição e plenos mesmo em contradição.

A Neuropsicopedagogia auxilia a aprendizagem dos processos cognitivos da criança e do jovem com ferramentas adaptativas e estratégias reais. Umas das estratégias mais simples, comum a vários perfis e com bom resultado é: trabalhar com pequenas partes e só avançar após consolidação.

Silvana Pozzobon - Especialista da Aprendizagem em processos cognitivos como : Atenção, Memória , Linguagem e escrita, compreensão Leitora e comportamento do neurodesenvolvimento com indicadores de TDAH e TEA.

 
 
 

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Criado por Siomara Guzelotto e Luiza Guzelotto     

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